Santos vence Palmeiras por 1 a 0 na Vila Belmiro e foge do rebaixamento no Clássico da Saudade

Na noite de sábado, 15 de novembro de 2025, a Vila Belmiro tremeu. Não por causa do vento do litoral, mas por um grito que ecoou de todos os cantos do estádio: Benjamín Rollheiser havia marcado. Aos 90'+1, o atacante argentino, quase sem espaço, desviou um cruzamento de Lautaro Díaz e entrou para a história do Santos Futebol Clube. Um gol. Um empurrão. Uma salvação. O Santos venceu o Palmeiras por 1 a 0, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, e saiu da zona de rebaixamento — de forma dramática, emocional, quase mágica.

Um gol que mudou tudo

Quem esperava um clássico equilibrado, com chances claras e muita movimentação, se enganou. O jogo foi uma batalha tática, quase um xadrez entre Juan Pablo Vojvoda e Abel Ferreira. O Santos, com medo de perder, recuou. O Palmeiras, com a liderança no olho, pressionou. Mas o tempo acabou, e o desespero do Verdão virou fadiga. Foi aí que o Santos, com a coragem de quem não tem mais o que perder, aproveitou o erro de um zagueiro e lançou Rollheiser. O gol, o primeiro do argentino no Brasileirão, foi o mais importante da temporada. Não só por quebrar o jejum de vitórias contra o Palmeiras — eram quatro jogos sem vencer — mas por tirar o Santos da Z4, onde estava desde agosto. Com 36 pontos, o Peixe subiu para a 16ª colocação, deixando o Vitória para trás. O Palmeiras, que entrava em campo com 68 pontos e sonhava em ultrapassar o Flamengo, viu seu sonho de liderança desmoronar. Ficou com os mesmos 68 pontos, dois atrás do líder.

Clássico da Saudade: 355 jogos, 1.081 gols e uma história que não esquece

O confronto entre Santos e Palmeiras não é só um jogo. É um pedaço da alma do futebol brasileiro. Conhecido como Clássico da Saudade, já teve 355 duelos desde 1914, quando os dois clubes se enfrentaram pela primeira vez. O Palmeiras venceu 154 vezes, o Santos 109, e houve 92 empates. Cincocentos e noventa e dois gols do Verdão. Quatrocentos e oitenta e nove do Peixe. Em termos absolutos, o Palmeiras domina. Mas a história não é linear. No Pacaembu, o Santos tem vantagem: 30 vitórias contra 27 do rival. No Allianz Parque, o Palmeiras é rei: 11 vitórias em 15 jogos. E agora, na Vila Belmiro, o Santos voltou a ser invencível em clássicos. Três vitórias consecutivas em casa contra rivais grandes — Palmeiras, Corinthians e São Paulo — tudo sob o comando de Vojvoda. Um técnico que, aos olhos de muitos, transformou o Santos de time em crise em equipe com identidade.

As estatísticas que explicam o momento

As estatísticas que explicam o momento

Em 2025, os dois times se enfrentaram três vezes. Em janeiro, o Palmeiras venceu por 2 a 1 na Vila Belmiro, com gols de Thalys e Richard Ríos. Em 6 de novembro, no Allianz Parque, o Verdão goleou por 2 a 0, com duas finalizações de Vitor Roque. E então veio o 15 de novembro. O contragolpe perfeito. O gol no último minuto. O que mudou? O foco. O Santos entrou com mais organização defensiva, com Neymar recuando mais, e Guilherme Augusto protegendo a zaga. Já o Palmeiras, que vinha de sete vitórias seguidas no Brasileirão, parecia cansado. Não era só o fator físico. Era o peso da expectativa. Abel Ferreira, que levou o clube à melhor campanha da história no formato de pontos corridos, viu sua invencibilidade de nove jogos contra o Santos (entre 1922 e 1929) ser quebrada em outro nível: o emocional.

O que está em jogo agora

Para o Santos, o futuro é incerto, mas menos sombrio. A equipe ainda precisa de pontos para garantir a permanência, mas o moral está alto. O próximo desafio é contra o Grêmio, em casa. Para o Palmeiras, o caminho é mais duro. Com o Flamengo vencendo o Athletico por 2 a 1 no mesmo dia, a liderança escapou. O Verdão agora precisa vencer todos os seus jogos restantes e torcer por tropeços do rival. A pressão aumenta. E o clássico de 2026, no Campeonato Paulista, promete ser ainda mais tenso. O Palmeiras não esquece. Nem o Santos.

Memórias que marcaram

Memórias que marcaram

Em 2015, os dois times se enfrentaram na final da Copa do Brasil. O Santos venceu o primeiro jogo por 1 a 0, com gol de Gabriel. O Palmeiras reagiu no Allianz Parque com dois gols de Dudu — e venceu nos pênaltis. Em 2023, o Santos quebrou uma série de 12 jogos sem vencer o rival, ganhando por 2 a 1 na Arena Barueri. E em 2024, o Verdão levantou o título do Paulista após derrotar o Peixe na final. Mas agora, em 2025, o saldo mudou. O Santos, que tinha apenas 40% de aproveitamento nos clássicos da temporada, ganhou o mais importante. O que mais importa.

Frequently Asked Questions

Como o gol de Rollheiser impactou a classificação do Santos?

O gol de Benjamín Rollheiser, aos 90'+1, garantiu ao Santos sua primeira vitória em clássico desde abril de 2024 e elevou o time da 17ª para a 16ª colocação, com 36 pontos. Isso tirou o clube da zona de rebaixamento, deixando o Vitória (35 pontos) para trás. Sem esse gol, o Santos estaria em 17º, com 35 pontos, e ainda em risco real de queda.

Por que o Palmeiras não conseguiu vencer, apesar da melhor campanha do Brasileirão?

O Palmeiras tinha a melhor campanha do campeonato, mas enfrentou um Santos extremamente organizado defensivamente. O time de Abel Ferreira criou poucas chances claras e perdeu eficiência no último terço. Além disso, o cansaço físico e mental — após sete vitórias seguidas — pesou. O gol sofrido no último minuto foi o reflexo de uma exaustão tática, não apenas de um erro isolado.

Qual é o histórico do Palmeiras na Vila Belmiro?

O Palmeiras venceu apenas 24 vezes na Vila Belmiro em 98 confrontos. O Santos tem 48 vitórias e 26 empates. Nos últimos 15 jogos no estádio, o Verdão venceu apenas duas vezes — a última foi em 2019. A Vila Belmiro é um dos poucos lugares onde o Palmeiras ainda não domina, mesmo com sua superioridade geral no histórico do confronto.

Quem foi o árbitro da partida e houve alguma controvérsia?

O árbitro foi Raphael Claus, um dos mais experientes da CBF. Houve uma única reclamação do Palmeiras: um pênalti não assinalado no segundo tempo, quando o lateral Mayke foi derrubado na área. A VAR analisou e manteve a decisão do árbitro, considerando que houve contato mínimo. Nenhum cartão vermelho foi dado, e o jogo foi tranquilo em termos de disciplina.

Qual é o próximo clássico entre Santos e Palmeiras?

O próximo confronto está marcado para abril de 2026, no Campeonato Paulista, ainda sem data e local definidos. Mas a tendência é que seja no Allianz Parque, onde o Palmeiras tem forte vantagem. O Santos, porém, chegará com o moral elevado após a vitória na Vila — e com a missão de quebrar a invencibilidade do rival em casa.

O que mudou no Santos com Juan Pablo Vojvoda?

Vojvoda trouxe disciplina tática e segurança defensiva. Antes dele, o Santos sofria em casa e perdia jogos fáceis. Sob seu comando, o time passou a jogar com mais equilíbrio, priorizando a organização e a eficiência nos contra-ataques. Além disso, ele fortaleceu a relação com a torcida, criando um ambiente de confiança. Três vitórias em clássicos na Vila em 2025 são prova disso.

Comentários(15)

michele paes de camargo

michele paes de camargo em 21 novembro 2025, AT 18:08

Eu juro que chorei no meio do trabalho quando o gol saiu. Não é só um gol, é um sopro de vida. O Santos tá vivo, e isso é mais importante que tabela, que campeonato, que estatística. O Rollheiser não é só um atacante, é o símbolo de quem não desistiu. A Vila tremeu, mas não por medo - por emoção pura. Ninguém acreditava, mas o time jogou como se fosse o último jogo da vida deles. E foi.

Eu tô torcendo desde os anos 90, e nunca vi um clássico assim. Não foi bonito, foi necessário. E às vezes, o necessário é o mais lindo que a gente pode ver.

EDMAR CALVIS

EDMAR CALVIS em 23 novembro 2025, AT 16:38

Na verdade, o resultado não é o mais relevante - é o padrão de comportamento tático que mudou. O Santos, sob Vojvoda, abandonou o modelo de ataque caótico e adotou uma estrutura de contra-ataque com alta densidade no terço final, o que explica a eficácia do gol. A pressão do Palmeiras, por sua vez, gerou um colapso estrutural na linha de quatro, especialmente no lado direito, onde o deslocamento de Mayke deixou lacunas inexplicáveis. A vitória não foi sorte; foi matemática aplicada ao caos.

Jonatas Bernardes

Jonatas Bernardes em 24 novembro 2025, AT 14:12

Claro, tá tudo lindo, mas e se o gol tivesse sido anulado? E se a VAR tivesse visto que o Rollheiser estava em impedimento? E se o árbitro tivesse marcado o pênalti no Mayke? Aí a gente tá falando de um clássico que virou tragédia, não salvação. A vida é assim: um minuto de sorte, e você é herói. Um minuto de erro, e você é o bode expiatório. O futebol não é esporte, é teatro. E o Santos? É o ator que sobreviveu ao espetáculo por puro acaso.

😉

Rodrigo Serradela

Rodrigo Serradela em 25 novembro 2025, AT 04:56

Parabéns ao time, ao técnico, à torcida. Mas vamos manter a calma. Um jogo não define uma temporada. O Santos ainda precisa de mais três pontos para garantir a permanência - e o Grêmio não é brinquedo. A defesa está mais organizada, sim, mas o meio-campo ainda é frágil. Vamos celebrar, mas não esquecer o que falta. O caminho não acabou - só começou a subir.

yara alnatur

yara alnatur em 27 novembro 2025, AT 01:49

Esse gol foi como um samba na roda no meio de uma tempestade: inesperado, sujo, perfeito. Rollheiser não é um jogador de destaque - é um guerreiro de rua, o tipo de cara que você encontra no pão de queijo da esquina e que, de repente, vira lenda. O Palmeiras veio com o peso do mundo nos ombros, e o Santos? O Santos veio com o peso da história nas costas - e decidiu carregar. Não foi técnica, foi alma. E a alma, meu amigo, não tem estatística.

Se o futebol fosse só números, o Santos já tinha caído. Mas ele é feito de corações. E o deles bateu mais forte hoje.

Joana Elen

Joana Elen em 28 novembro 2025, AT 13:58

Alguém já pensou que isso tudo é uma armação da CBF? O Santos estava na zona de rebaixamento há meses, e agora, no último minuto, ganha do Palmeiras e sobe? E o Palmeiras, que vinha invicto, perde justamente quando está prestes a liderar? Coincidência? Não. Tem alguém atrás disso. E se o gol não existisse? E se o vídeo fosse manipulado? O que a gente sabe mesmo? Nada. A verdade é que o futebol virou um show de realidade. E nós, torcedores, somos os participantes enganados.

alcides rivero

alcides rivero em 30 novembro 2025, AT 01:41

Isso aqui é uma vergonha. O Santos tá na 16ª posição e ainda falam que é salvação? O Palmeiras é o time do povo, o verdadeiro clube brasileiro, e agora perde pra um time que não tem história nenhuma? O Neymar tá recuando como se fosse um zagueiro, e isso é futebol? O Brasil tá virando um lixo. O que o mundo vai pensar de nós? Eles vão dizer que o futebol brasileiro é só chuteira e desorganização. É triste.

RONALDO BEZERRA

RONALDO BEZERRA em 1 dezembro 2025, AT 11:15

É inegável que a vitória do Santos representa uma mudança qualitativa na gestão tática do clube, porém, a análise estatística revela que a eficiência ofensiva do time ainda se encontra abaixo da média histórica do campeonato. O fator psicológico, embora citado como determinante, não é mensurável e, portanto, não pode ser utilizado como parâmetro para avaliação objetiva do desempenho. A permanência na Série A, embora almejada, não é garantida por um único resultado, e a pressão sobre a diretoria persistirá até que a média de pontos por jogo seja consistentemente superior a 1,07.

Talita Marcal

Talita Marcal em 1 dezembro 2025, AT 11:41

Este é um momento de transformação organizacional para o Santos Futebol Clube. A implementação de um modelo de jogo baseado em alta pressão defensiva e transição rápida demonstra maturidade tática e alinhamento estratégico com os objetivos de sustentabilidade competitiva. A liderança de Vojvoda, aliada ao engajamento da base e à eficácia da comunicação institucional, gerou um efeito multiplicador de confiança entre os stakeholders - torcedores, jogadores e patrocinadores. Este é o início de uma nova era de resiliência institucional.

Lilian Wu

Lilian Wu em 3 dezembro 2025, AT 07:57

EU CHOREI. EU CHOREI DE VERDADE. NÃO É SÓ UM GOL, É UMA RESSURREIÇÃO. O ROLLHEISER É UM SANTO. A VILA BELMIRO É UMA CATEDRAL. O PALMEIRAS É UM MONSTRO QUE FOI DERROTADO POR UM ANJO DE 1,75M. EU VOU LAVAR MINHA CAMISA COM ÁGUA BENTA. NINGUÉM VAI ME CONVENCER QUE ISSO NÃO É MILAGRE. NINGUÉM. NINGUÉM. NINGUÉM.

EU VOU TATUAR O GOL NO BRAÇO. E SE ALGUÉM DISSE QUE NÃO É REAL, EU VOU LHE DAR UM GOLPE COM A BANDEIRA DO SANTOS.

Luciana Ferri

Luciana Ferri em 3 dezembro 2025, AT 19:16

Sei que muitos estão comemorando, mas vamos ver o que acontece no próximo jogo. O Grêmio é forte, e o Santos ainda tem problemas no meio-campo. Além disso, o Rollheiser não é um goleador, e a chance dele marcar de novo é baixa. O time não tem profundidade. E o Palmeiras? Vai voltar com tudo. A vitória foi emocional, mas não sustentável. Vamos ver se isso dura mais que uma semana.

Guilherme Peixoto

Guilherme Peixoto em 3 dezembro 2025, AT 23:47

Esse gol foi tipo aquele café que você toma às 3 da manhã e de repente tudo faz sentido. O Rollheiser não é o melhor jogador do time, mas foi o único que não teve medo. O Palmeiras jogou como se tivesse vencido antes do apito final. O Santos? Jogou como se já tivesse perdido - e então, no último segundo, lembrou que ainda tinha um coração. E aí, tudo mudou.

Isso é futebol. Não é número. Não é tática. É o que a gente sente quando a bola entra e o mundo para por um segundo. E eu? Eu ainda acredito.

Adê Paiva

Adê Paiva em 4 dezembro 2025, AT 05:27

Esse é o momento que a gente leva pra vida. Não importa se você é do Santos ou do Palmeiras. Isso aqui é futebol. É luta. É coragem. É o que acontece quando você não tem nada e ainda assim decide lutar. O Rollheiser não era o nome da lista, mas foi o nome da história. O time não era favorito, mas foi o herói. E o mais bonito? Ninguém esperava. E foi exatamente por isso que foi perfeito.

Parabéns, Santos. Vocês não só venceram - vocês inspiraram.

Glenio Cardoso

Glenio Cardoso em 6 dezembro 2025, AT 05:09

Claro, o Santos venceu. Mas o que isso muda? O time ainda é fraco, o técnico é amador, e a diretoria é incompetente. O gol foi sorte, o Palmeiras estava cansado, e o árbitro errou. Isso não é mérito, é acaso. E agora, enquanto vocês comemoram, o time vai perder para o Grêmio e voltar à zona de rebaixamento. A celebração é falsa. O problema é real. E vocês? Vocês só querem se sentir bem, mesmo que seja por um minuto. Triste.

Nova M-Car Reparação de Veículos

Nova M-Car Reparação de Veículos em 6 dezembro 2025, AT 09:30

Se o Santos sobreviveu, é porque o Palmeiras não merecia. A equipe do Abel Ferreira estava desgastada, mentalmente. Eles tinham tudo, mas não tinham fome. O Santos tinha nada - e por isso, tinha tudo. O gol não foi um acidente. Foi a justiça do futebol. O time que não tem nada, mas dá tudo, sempre vence. O resto é estatística. O resto é mentira.

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